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sexta-feira, 14 de agosto de 2009

John Constable
(1776 – 1837)


“John Constable”, 1799.

A paisagem já era um gênero independente e importante de pintura na Inglaterra quando Constable lhe deu expressão característica, valorizando luz tanto quanto a forma. Sua obra influenciaria românticos e impressionistas.


John Constable nasceu em 11 de junho de 1776 em East Bergholt, condado de Suffolk, Inglaterra. A paisagem campestre da infância foi tema fundamental e inspiração por toda a vida. Constable sempre agradeceu ao maravilhoso céu de sua cidade natal sua decisão de se tornar pintor. Difíceis de catalogar num ou noutro movimento, seus quadros têm algo dos impressionistas na execução e tratamento da cor, mas são definitivamente românticos em seus motivos. De fato, Constable foi um dos primeiros pintores a representar a paisagem com um novo realismo sentimental, embora de maneira mais austera do que Turner ou Friedrich.


“Maria Bicknell”, 1816, Srª John Constable.

John Constable casou-se com Maria Bicknell contra a vontade da família dela e foram muito felizes. Com a morte de sua esposa, em 1828, caiu numa profunda depressão e seus trabalhos tornaram-se mais escuros passando um ar de lamento.



Foi um dos artistas pioneiros na percepção e estudo da mudança dos efeitos da luz e condições atmosféricas na arte. Sua formação deu-se na Royal Academy de Londres. Mas o início de sua carreira artística não foi fácil: a família se opunha, e a Academia da Inglaterra recusou seus quadros, considerando-os fora dos padrões acadêmicos. Após terminar os estudos, viajou pelo país e pintou paisagens como “Manhã no Vale de Dedham”, “O moinho de Flatford” e algumas marinas. A exemplo dos impressionistas, Constable preferia pintar ao ar livre e nas suas telas tentava plasmar as alterações nas condições da natureza tal como ocorriam: névoa, chuva fina, sol tênue, umidade.

“Manhã no Vale de Dedham”, 1828.


“O moinho de Flatford”, 1821.


A Royal Academy, entusiasmada com paisagens como “O cavalo branco” e “O carro de feno”, aceitou-o como membro. Em 1824, fez grande sucesso no Salão de Paris. Ao contrário de outros pintores da época, Constable não viajou para outras reigiões da Europa, mas concentrou-se nas paisagens inglesas. Em suas composições predominam os céus cinzentos e as diversas tonalidades de verde dos prados e bosques sob a chuva. Mestre do claro-escuro, sua ênfase no tratamento da cor decorre da premissa de que a linha não existe na natureza. Suas paisagens são particularmente líricas. Nos últimos anos de vida, Constable adotou um cromatismo mais intenso, como se vê em algumas de suas aquarelas.


“O cavalo branco” 1819.


“O carro de feno”, 1821.

Constable tinha grande afinidade com a poesia e ocasionalmente exibiu seus escritos.
Morreu em 31 de março de 1837, em Londres, e foi um inspirador fundamental para os pintores do Romantismo e pintores de paisagem de forma geral.
Fonte: Enciclopédia Barsa e Wikipédia.
Camila Siviero Monteiro, 5ªC, nº4

quarta-feira, 5 de agosto de 2009


Eugene Delacroix
(1798-1840)

O gosto pelo exótico e a força dramática de sua pintura caracterizam Delacroix como um dos maiores pintores românticos franceses. O uso peculiar que fez da cor abriu caminho para os grandes mestres impressionistas e pós-impressionistas, entre eles Monet, Cézanne, Gauguin e Picasso.

Ferdinand-Victor-Eugène Delacroix nasceu em Charenton-Saint-Maurice, em 26 de abril de 1798. A partir de 1815 começou a estudar pintura com o barão Pierre-Narcisse Guérin, renomado artista acadêmico.

Mas, homem de seu tempo, Delacroix logo se ligou aos românticos, como os pintores Théodore Géricault e Richard Bonington, o compositor Chopin e a escritora George Sand.

Em 1825 foi para Londres. Em contato com os ingleses J. M. W. Turner, John Constable e Sir Thomas Lawrence, sua técnica adquiriu maior liberdade. Telas como "Dante e Virgílio nos infernos" (1822) e "O massacre de Quios" (1824), românticas pelo tema e estilo, representaram a ruptura com o estilo neoclássico que imperava na França.


"O massacre de Quios" (1824)

Em obras como "A morte de Sardanápalo" (1827) e "A liberdade guiando o povo" (1830) Delacroix atingiu a plenitude de seu estilo, ao conseguir o domínio da cor sobre o traço.

"A morte de Sardanápalo" (1827)

A liberdade guiando o povo" (1830)

Em 1832 viajou durante seis meses por Marrocos. Seduzido pelo exotismo e luminosidade do país, executou uma série de desenhos e aquarelas, que mais tarde aproveitaria na magistral "Mulheres de Argel" (1834).


"Mulheres de Argel" (1834)

Delacroix dedicou-se também à pintura mural. Decorou o Salão do Rei no palácio Bourbon (1836), a biblioteca do palácio de Luxemburgo (1861) e a capela dos anjos da igreja de Saint-Sulpice (1861), obra que o consagraria como o último grande muralista de tradição barroca. Morreu em Paris, em 13 de agosto de 1863.


Fonte: Enciclopédia Brytanica


Camila Siviero Monteiro, 5ªC, nº4